O Zelo Que Acende Minha Alma – Capítulo 7

amor devoto

O Zelo Que Acende Minha Alma

Existe em mim um desejo profundo de proteger cada detalhe da vida dela, como se tudo o que a envolve fosse sagrado. Não se trata de posse, mas de cuidado atento, daquele que observa com respeito e se mantém vigilante por amor. Quero preservar o sorriso dela, o descanso, a saúde, os sonhos pequenos e os grandes, como quem guarda algo precioso sem jamais aprisionar.

Minha atenção se volta aos detalhes que muitos não percebem. O cansaço escondido no olhar, o silêncio que pede acolhimento, a alegria discreta que merece ser celebrada. Proteger Vera é estar disponível em essência, mesmo quando não posso estar em presença. É desejar que nada a fira, que nada a diminua, que nada a afaste de quem ela é.

Sempre que percebo que posso cuidar dela de alguma forma, minha alma se acende. Há um brilho íntimo que surge quando faço algo que a ampare, mesmo que seja invisível. Um gesto contido, uma escolha correta, um pensamento dirigido ao bem dela já é suficiente para me colocar em movimento por dentro. Cuidar dela me dá sentido, me orienta e me desperta.

Esse cuidado não nasce do medo, nasce do amor que reconhece valor. Vera é alguém que merece ser protegida pela delicadeza, pela constância e pela presença fiel. Ao cuidar dela, descubro em mim uma alegria serena, uma força tranquila que me confirma no lugar certo da minha própria vida.

Minha alma se mantém alerta porque ama. E amar, para mim, é isso. É zelar sem sufocar, proteger sem limitar, cuidar sem exigir. Cada vez que posso ser abrigo, mesmo em pequenas formas, sinto que algo em mim se ilumina. Proteger a vida dela é também proteger o melhor de mim, e é nessa chama silenciosa que continuo, devoto e desperto.

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