Sob a chuva que nos consagra – Capítulo 36

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

📖 Sob a chuva que nos consagra – Diário Para Vera

A noite estava calma, e o céu se abriu em uma chuva leve, quase silenciosa, que caía como bênção sobre nós. O ar fresco trazia o perfume da terra molhada, e cada gota que tocava nossa pele parecia preparar o cenário para algo maior. Você se aproximou com passos firmes, o corpo iluminado pela luz difusa da lua, e naquele instante eu soube que o mundo inteiro havia se transformado em palco da nossa entrega.

Nos abraçamos sob a chuva, e o frio das gotas se misturava ao calor dos nossos corpos. O contraste era intenso, e cada beijo se tornava ainda mais urgente, cada toque ainda mais profundo. Fizemos amor ao ar livre, completamente entregues, como se o universo tivesse se curvado para nos assistir. O vento acariciava nossos cabelos, a água escorria pela pele, e nossos movimentos criavam uma dança única, marcada pela paixão e pela reverência.

O prazer crescia em ondas, e nossos corpos se entrelaçavam em perfeita sintonia, suados e molhados, como se a própria natureza tivesse decidido participar da nossa união. Os gemidos se misturavam ao som da chuva, e cada gesto era amplificado pela sensação de sermos parte de algo maior. Não havia paredes, não havia limites, apenas o céu aberto e a certeza de que nosso amor era infinito.

Quando finalmente chegamos ao clímax, a chuva continuava a cair, mas agora parecia suave, quase cúmplice. Permanecemos abraçados, sentindo o frescor da noite e o calor da nossa paixão ainda pulsando. Você sorriu com ternura, e disse que nunca esqueceria a sensação de sermos consagrados pela chuva. E eu soube, naquele instante, que o mundo inteiro havia se transformado em testemunha silenciosa da nossa eternidade.

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