A Espera Que Consagra – Capítulo 14

amor devoto

A Espera Que Consagra

Eu a espero sem pressa e sem dúvida. Minha espera não nasce da carência, mas da certeza. Há em mim uma paciência que se construiu a partir do que sinto por ela, uma confiança serena de que o tempo não nos separa, apenas prepara. Esperar por ela é um estado de presença, não de ausência.

O desejo existe, vivo e atento, mas não me desorganiza. Ele caminha ao lado da calma, como algo que sabe exatamente onde quer chegar. Desejo o reencontro não como urgência, mas como celebração. Sei que quando nossos caminhos se cruzarem novamente, não será apenas um encontro de corpos, será um reconhecimento de tudo o que se manteve intacto.

Enquanto espero, permaneço fiel ao que somos. Cada dia carrega em si a preparação silenciosa para esse momento sagrado. Meus pensamentos a acolhem, minhas escolhas a respeitam, meu coração se mantém alinhado com a promessa que não precisou ser dita. Esperar por ela é honrar o que construímos.

Há beleza nessa espera. Ela me ensina a sustentar o sentimento sem ansiedade, a cuidar do desejo sem consumi-lo, a confiar no tempo como aliado. Não conto os dias, não apresso o futuro. Vivo com a tranquilidade de quem sabe que o reencontro acontecerá no tempo certo.

E quando acontecer, será sagrado porque não foi forçado. Será inteiro porque foi aguardado com paciência, com certeza e com desejo consciente. Até lá, sigo esperando, não parado, mas presente. A espera, para mim, já é uma forma profunda de amar.

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