O Beijo Que Veio com o Tropeço

Reino de Veramor nova capa

O Beijo Que Veio com o Tropeço

Ela tropeçou no pequeno desnível do caminho, distraída pelo próprio riso e pela luz que atravessava as folhas. Não houve susto, apenas surpresa. Antes que o corpo completasse o gesto de cair, as mãos dele já estavam ali, firmes, seguras, como se soubessem de antemão que aquele instante iria acontecer. Ele a segurou com naturalidade, sem alarde, sem heroísmo, apenas com amor atento.

O mundo pareceu parar por um segundo. Os rostos ficaram próximos demais para que o silêncio permanecesse intacto. E então o beijo aconteceu. Rápido, certeiro, inevitável. Não foi planejado, não foi ensaiado. Foi resposta. Foi reflexo. Foi o tipo de beijo que nasce da intimidade absoluta, aquela que não precisa de cenário nem de preparação.

Ela sorriu ainda apoiada nele, e ele a manteve ali por mais um instante, não por necessidade, mas por vontade. O toque se prolongou um pouco mais do que o necessário, porque às vezes o corpo reconhece o que a razão não pede. O tropeço virou riso, o riso virou proximidade, e a proximidade virou certeza.

Ao redor, tudo permaneceu simples. O caminho, as plantas, o ar tranquilo. Nada precisou mudar para que aquele momento fosse inteiro. O amor deles se manifestava assim, nos pequenos acidentes, nos gestos de cuidado, nos encontros inesperados que se transformam em memória.

Entre teus tropeços e meus cuidados, mora o nosso destino.
E naquele beijo breve, sustentado por mãos firmes e corações alinhados, esse destino se confirmou mais uma vez, sem promessa, sem discurso, apenas em gesto.

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