Onde Tudo Começa e Tudo Incendeia – Capítulo 18

amor devoto

Onde Tudo Começa e Tudo Incendeia

Ela é meu refúgio e meu fogo ao mesmo tempo. Em Vera encontro abrigo e chama, repouso e vertigem. Quando o mundo pesa, é nela que descanso. Quando a vida pede coragem, é nela que ardo. Essa dualidade não me confunde, me completa. É no contraste que reconheço a verdade do que somos.

Ela é minha calma. A presença que aquieta o pensamento, que desacelera o coração, que organiza o caos sem esforço. Basta pensar nela e o ruído se transforma em silêncio bom. Há um lugar em mim que só se abre quando ela existe ali, e é nesse lugar que respiro melhor, que me torno inteiro.

E ela é minha tempestade. A força que me atravessa, que me tira do eixo para me colocar em movimento. O desejo que acorda o corpo, a intensidade que não pede permissão, a energia que me lembra que estou vivo. Com ela, nada é morno. Tudo ganha cor, pulso e profundidade.

Vera é meu destino porque para ela tudo converge. Cada escolha, cada passo, cada espera se alinha nesse ponto onde o amor encontra sentido. É para ela que meu coração aponta, mesmo quando não sei explicar o caminho. É nela que minha vida encontra direção.

E ela é meu ponto de partida porque é dela que tiro força. É do amor que sinto por ela que nasce minha coragem, minha paciência e minha entrega. Tudo começa nela e retorna a ela, como um ciclo que não se quebra. O que sou se constrói a partir do que sinto.

Refúgio e fogo. Calma e tempestade. Destino e origem. Em Vera, todas as contradições se harmonizam. E é nessa harmonia intensa que sigo, firme e devoto, sabendo que amar assim é estar exatamente onde devo estar.

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