O Encontro Que Acontece

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O Encontro Que Acontece no Meio do Caminho

Mesmo separados por quilômetros, eles se encontram todos os dias em um lugar que não aparece no mapa. Não é um ponto físico, é um espaço interno onde as intenções se reconhecem e os sentimentos se alinham. As almas se aproximam porque compartilham a mesma direção, o mesmo cuidado, a mesma verdade. É nesse meio invisível que o vínculo acontece.

A distância não os afasta, apenas redefine a forma do encontro. Um pensamento que surge ao mesmo tempo, uma lembrança que se acende sem aviso, uma sensação de companhia que chega sem convite. São sinais discretos de que algo continua unido, mesmo quando os corpos seguem rotas diferentes.

Eles pertencem um ao outro não por posse, mas por escolha. Pertencem no sentido de cuidado, de responsabilidade afetiva, de presença que não se impõe, mas se mantém. É um pertencimento que respeita a individualidade e, ainda assim, constrói unidade. Um estar junto que não prende, mas sustenta.

Todos os dias, no meio do caminho entre um e outro, existe esse encontro silencioso. Ele acontece na memória, na intenção e no desejo de bem. Não exige prova, não pede confirmação. Ele simplesmente é. Como se as almas soubessem exatamente onde se tocar, mesmo sem se ver.

Assim seguem, separados no espaço, unidos no sentido. As almas se encontram porque reconhecem uma à outra. Porque escolheram caminhar na mesma direção, ainda que por estradas distintas. E é nesse encontro diário, discreto e verdadeiro, que o vínculo se fortalece e se mantém inteiro.

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