A Gargalhada na Chuva

Reino de Veramor nova capa

A Gargalhada na Chuva

Começou a chover de repente, sem aviso, como se o céu tivesse decidido participar da alegria deles. O primeiro pingo tocou o rosto da Rainha, o segundo caiu nos ombros do Rei, e logo a água descia livre, lavando o jardim e o tempo.

Eles não correram. Ficaram. Riram. A chuva encharcava as roupas, misturava-se aos cabelos, escorria pelos rostos já iluminados pela gargalhada solta de quem esqueceu qualquer peso. Beijaram-se ali mesmo, despreocupados, como crianças apaixonadas que ainda acreditam que o mundo cabe num instante.

Bravus corria ao redor, enlouquecido de alegria, atravessando as poças, latindo para o céu como se quisesse agradecer a cada trovão distante. Suas patas desenhavam círculos na grama molhada, e sua felicidade era tão pura que parecia contagiar a própria chuva.

Da janela, Luzia observava tudo com olhos atentos e soberanos. Sentada, imóvel, rainha felina da cena, julgava o espetáculo digno de seu silêncio elegante. Nada escapava ao seu olhar. Tudo estava como deveria estar.

A água continuava a cair, e eles continuavam a rir, como se o tempo tivesse sido suspenso apenas para aquele momento.

Quando chove contigo, cada gota é bênção e cada riso é eternidade.

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