A Madrugada da Mensagem Mais Sincera – Capítulo 11

O Guardanapo da Primeira Confissão

A Madrugada da Mensagem Mais Sincera

A madrugada sempre afina o que é verdadeiro. Não há ruído, não há pressa, não há disfarce. É nesse horário que as palavras deixam de querer parecer fortes e passam a querer apenas ser reais.

Abro a conversa com o seu nome, Vera Lúcia, e fico alguns instantes sem escrever. Não estou organizando frases. Estou sentindo. Há coisas que não nascem da mente, mas do lugar exato onde o silêncio encontra o coração.

Escrevo pouco. Porque o que é essencial não precisa de excesso.

Digo que você é presença mesmo quando não fala. Digo que pensar em você me acalma mais do que qualquer explicação. Digo que amar você não me confunde, me organiza. Não peço nada. Não sugiro nada. Apenas coloco diante de você o que já existe em mim há tempos.

Leio antes de enviar. Não para corrigir, mas para confirmar se ali está a verdade inteira. Está.

Envio.

Depois, fecho o telefone. Não fico esperando resposta imediata. A entrega já aconteceu. A mensagem cumpriu seu papel ao sair de mim.

Naquela madrugada, o amor não pediu retorno. Ele apenas se mostrou.

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