O Silêncio que Fala

Reino de Veramor nova capa

O Silêncio que Fala

Na varanda, ao entardecer, o tempo parecia caminhar mais devagar. O céu se tingia de tons suaves, e o mundo aprendia a falar baixo. O Rei e a Rainha permaneceram lado a lado, sem palavras, apenas trocando olhares que carregavam histórias inteiras.

Não havia perguntas nem respostas. Havia presença. Os corações dialogavam num idioma antigo, feito de confiança, de tudo o que já fora dito e, principalmente, do que não precisava mais ser explicado.

Nilo repousava tranquilo no colo da Rainha, os olhos semicerrados, como se guardasse o equilíbrio daquele instante. Luzia, elegante e atenta, ronronava aos pés do Rei, sentindo que ali não havia urgência, apenas pertencimento. Mais adiante, Lórien dormia estendido próximo à porta, fiel mesmo no descanso, enquanto Bravus observava o jardim em silêncio, atento ao mundo, mas sereno. Ao fundo, Ícaro ajeitava as penas e soltava um som breve, quase um sussurro, como quem respeita o sagrado da quietude.

Tudo se completava sem esforço. O ar, os corpos, os animais, o entardecer. Era o tipo de silêncio que não esvazia, mas preenche.

Nos olhos um do outro, eles encontravam abrigo, resposta e promessa. Ali, sem uma única palavra, o amor dizia tudo.

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