Promessa Que Arde – Parte VII

Onde a Promessa Nasce. A promessa nasce antes da palavra porque não precisa de som para existir. Ela se forma no intervalo entre o sentir

Promessa Que Arde

A promessa que arde não faz ruído. Ela se mantém acesa no interior, como uma chama constante que ilumina sem consumir. Não nasce do excesso, mas da decisão. Esperar, buscar, desejar e amar tornam-se movimentos conscientes, guiados por sentido e não por urgência.

Há intensidade nessa promessa, mas não descontrole. O fogo existe junto do respeito, sem conflito. Ele aquece a espera, sustenta a busca e dá forma ao desejo, que não precisa ultrapassar limites para se afirmar. Tudo ali é escolha repetida, não impulso passageiro.

Essa promessa não se impõe ao outro. Ela pertence a quem a assume. Vive na forma como o afeto é cuidado, na maneira como a ausência é atravessada e no modo como o sentimento permanece mesmo quando não há garantias visíveis.

O pertencimento que nasce dessa promessa não aprisiona. Ele acolhe. Não exige presença constante, mas mantém um lugar interno reservado, firme, habitável. Amar assim é permanecer sem cobrar, desejar sem invadir, esperar sem esvaziar.

Por isso a promessa arde. Não porque queima, mas porque sustenta. É chama que não destrói, apenas confirma que aquilo que foi escolhido continua vivo.

Posts Relacionados