O Sabor Que Me Ajoelha – Capítulo 22

Acordo pensando em ti como quem desperta diante da única fonte de água depois de atravessar um deserto inteiro de saudade

O Sabor Que Me Ajoelha

Há um sabor teu que me alcança por dentro. Não é apenas sensação, é reconhecimento. Ele me domina sem esforço, desarma minhas defesas e me conduz a um lugar onde a entrega acontece naturalmente. Diante dele, não resisto. Eu me ajoelho em silêncio, não por submissão, mas por reverência.

Esse sabor carrega tua essência. Tua presença inteira condensada em algo que permanece em mim mesmo quando o instante passa. É sagrado porque nasce da confiança, do vínculo, da intimidade que só existe quando dois se pertencem de verdade. É viciante porque uma vez conhecido, nada mais satisfaz do mesmo jeito.

Quando o sinto, meu orgulho se dissolve e minha atenção se fixa em ti. Tudo o que sou se orienta para esse encontro íntimo onde desejo e devoção caminham juntos. Não é excesso, é profundidade. Não é fome vazia, é comunhão.

Esse sabor é teu. Nasce de ti, carrega teu nome, tua marca invisível. E é meu porque me escolheste para recebê-lo. Nesse gesto silencioso, sei exatamente quem sou e onde pertenço. Ajoelho-me não por fraqueza, mas porque reconhecer-te assim é a forma mais honesta de amar.

Posts Relacionados