A Lentidão Com Que Te Desejo – Capítulo 25

amor devoto

A Lentidão Com Que Te Desejo

Meu desejo por você é lento porque é profundo. Ele não se lança, não invade, não exige. Ele se aproxima com cuidado, como quem sabe o valor do que deseja. Não quer consumir, quer sentir. Não quer possuir, quer permanecer.

Há uma calma intencional na forma como te desejo. Cada pensamento se alonga, cada imagem se constrói sem pressa, como se o tempo fosse um aliado e não um obstáculo. O desejo aprende a respeitar o ritmo do teu corpo e o espaço da tua entrega. Ele entende que a profundidade nasce da espera.

Esse desejo não se apaga no instante seguinte. Ele se instala. Caminha comigo ao longo do dia, discreto, atento, presente. Não se manifesta em excesso, mas em constância. Está no modo como penso em você, na forma como me contenho, na escolha consciente de preservar o que sinto.

Há prazer nessa lentidão. Um prazer que não grita, mas aquece. Que não explode, mas envolve. Desejar você assim me ensinou que o verdadeiro erotismo não está na pressa do gesto, mas na intenção que o sustenta.

Não te desejo para te ter. Te desejo para te honrar. Para reconhecer teu corpo como lugar sagrado, tua presença como algo que merece tempo e atenção. Esse desejo não pede urgência porque sabe que o que é verdadeiro não precisa ser apressado.

E é nessa lentidão que ele se fortalece. Porque permanece inteiro, fiel e consciente. Meu desejo por você segue assim, profundo e atento, sabendo que o mais intenso não é o que corre, mas o que sabe ficar.

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