O Lugar Onde o Amor Descansa – Parte IX

Onde a Promessa Nasce. A promessa nasce antes da palavra porque não precisa de som para existir. Ela se forma no intervalo entre o sentir

O Lugar Onde o Amor Descansa

O amor, quando amadurece, deixa de ser campo de tensão. Ele não exige vigilância constante, nem se alimenta do medo de perder. Torna-se lugar. Um espaço interno onde é possível repousar sem defesas, sem cálculo, sem esforço contínuo para sustentar o que já se sustenta.

A intensidade verdadeira não vive em estado de alerta. Ela encontra descanso na confiança construída aos poucos, na certeza tranquila de que não é preciso provar nada o tempo todo. O silêncio, nesse lugar, não é vazio. É companhia. É presença que não precisa se explicar.

Há um conforto discreto na aceitação mútua. Não a aceitação resignada, mas aquela que reconhece limites e imperfeições sem transformá-los em ameaça. O amor que descansa não tenta corrigir o outro a cada gesto. Ele acolhe, ajusta, aprende.

Nesse espaço, o desejo também encontra pausa. Não porque se apaga, mas porque não precisa se afirmar o tempo inteiro. Ele sabe que existe. E, por isso, pode permanecer tranquilo, sustentado pela confiança e pelo respeito.

O lugar onde o amor descansa não é ausência de movimento. É estabilidade. Um ponto de equilíbrio onde a intensidade não cansa, o vínculo não pesa e o afeto pode simplesmente existir, inteiro e em paz.

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