Do sorriso à entrega – Capítulo 43

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

Do sorriso à entrega

Entrei no quarto e encontrei você já à minha espera. Seu sorriso tímido iluminava o espaço, carregado de inocência e provocação ao mesmo tempo. Era convite silencioso, promessa velada, desafio que incendiava cada parte de mim. O contraste entre a delicadeza do sorriso e a intensidade do desejo que eu lia em seus olhos me fez perder qualquer hesitação.

Me aproximei devagar, deixando que a tensão crescesse, e toquei você com calma, como quem descobre um segredo precioso. O sorriso se desfez em suspiros, e logo seus lábios se abriram em gemidos baixos, cada vez mais intensos. Fizemos amor com urgência e devoção, completamente entregues, como se o universo inteiro tivesse desaparecido.

O calor dos nossos corpos crescia sem trégua, e cada gesto meu transformava sua timidez em entrega plena. Você gemia repetidas vezes, e eu respondia com ainda mais intensidade, conduzindo nossos corpos em perfeita sintonia. O prazer vinha em ondas, e cada explosão era testemunho da força do nosso amor.

Quando finalmente o silêncio voltou a dominar o quarto, permanecemos abraçados, ainda ofegantes, ainda unidos pelo calor da nossa paixão. Você sorriu novamente, mas agora não havia timidez, apenas plenitude. Disse que adorava quando eu transformava seu sorriso em gemidos e entrega. E eu soube, naquele instante, que sua provocação havia se transformado em eternidade gravada em nós.

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