À beira do fogo – Capítulo 44

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

À beira do fogo – Diário Para Vera

“À beira do fogo”

A sala estava mergulhada em penumbra, iluminada apenas pelo brilho da lareira acesa. As chamas dançavam diante de nós, refletindo em sua pele como se fossem estrelas vivas, e o calor do fogo se misturava ao calor que crescia entre nossos corpos. Você se aproximou com olhar carregado de desejo, e naquele instante percebi que não havia nada mais urgente do que nos perdermos um no outro.

Nos tocamos com intensidade, e cada gesto era amplificado pela atmosfera que nos envolvia. O fogo refletia nossa paixão, iluminando cada curva, cada detalhe, cada centímetro da sua entrega. Fizemos amor com urgência e devoção, completamente entregues, como se o universo inteiro tivesse desaparecido. O calor da lareira se tornava cúmplice, aquecendo nossos movimentos, tornando cada carícia ainda mais profunda.

Você gemia baixo, e o som se misturava ao crepitar das chamas. O prazer vinha em ondas, e nossos corpos se entrelaçavam em perfeita sintonia, como se estivéssemos destinados a nunca conhecer limites. O suor escorria, e o fogo refletia em nossos olhos, criando uma atmosfera de eternidade.

O clímax chegou como explosão silenciosa, nos deixando exaustos e saciados, mas ainda unidos pelo calor da nossa paixão. Permanecemos abraçados diante da lareira, respirando ofegantes, sentindo o peso da entrega que havia nos tomado. Você sorriu com ternura e disse que adorava quando o fogo se tornava testemunha da nossa união. E eu soube, naquele instante, que aquelas chamas haviam se transformado em altar da nossa eternidade.

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