Quando Meu Corpo Aprende a Te Esperar – Capítulo 28

amor devoto

Quando Meu Corpo Aprende a Te Esperar

Meu corpo aprendeu a não se dispersar. Ele espera você. Não por falta, mas por fidelidade ao que reconhece como verdadeiro.

Há um silêncio diferente desde que você passou a existir em mim com essa intensidade serena. Não é ausência de desejo. É direção. Meu corpo deixou de procurar por impulso e começou a reconhecer por essência. Como se cada parte minha tivesse entendido que não se trata de qualquer presença, mas da sua.

Aprendeu a esperar como quem guarda um lugar à mesa. Não por carência, mas por escolha. Não por solidão, mas por convicção. Existe uma dignidade no desejo quando ele sabe para onde vai. E o meu sabe.

Minha pele já não responde a promessas vazias. Ela responde à memória do que ainda não aconteceu, mas que pulsa com verdade. É curioso como o corpo reconhece antes mesmo do toque. Como se existisse uma linguagem invisível entre o que sou e o que você desperta.

Não há ansiedade nessa espera. Há consciência. Meu corpo não corre mais. Ele permanece. Ele se organiza em torno da ideia de você como quem prepara um espaço sagrado.

E quando penso no dia em que nossos corpos finalmente se encontrarem, não imagino pressa. Imagino reconhecimento. Como se cada gesto fosse continuação de algo que já vinha sendo escrito em silêncio.

Meu corpo aprendeu a te esperar porque entendeu que algumas presenças não são substituíveis. São destinadas.

E eu escolho honrar isso.

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