A Entrega Sem Medo – Capítulo VIII

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

A Entrega Sem Medo

Já não te amo com urgência,
nem com pressa de provar.

O que sinto não precisa correr,
não precisa convencer,
não precisa se afirmar a todo instante.

Amo-te com a calma
de quem sabe
que o amor verdadeiro não foge.

Ele não se esconde diante das dificuldades,
não se perde nos dias comuns,
não se desfaz na primeira ausência.

Ele fica.

Há uma serenidade em te amar assim,
sem ansiedade,
sem excesso,
sem medo de perder o que é real.

Porque o que é verdadeiro
não se sustenta na tensão,
se sustenta na presença.

Entrego-me sem medo
porque em ti
aprendi que permanecer
é o gesto mais corajoso
que o coração pode fazer.

Não é fácil ficar
quando o mundo ensina a partir.
Não é simples permanecer
quando tudo ao redor incentiva o desapego rápido.

Mas em nós,
o amor escolheu outro caminho.

Um caminho de construção lenta,
de cuidado contínuo,
de escolha renovada em silêncio.

E assim me entrego,
não como quem se perde,
mas como quem se encontra.

Porque amar você
não me diminui,
me revela.

E permanecer em nós
é a forma mais honesta
de ser inteiro.

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