A cidade como testemunha – Capítulo 35

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

📖 A cidade como testemunha – Diário Secreto Para Vera

A noite estava clara, e a janela aberta deixava entrar o sopro fresco do vento. A cidade se estendia diante de nós, iluminada por milhares de pontos de luz que pareciam estrelas terrestres. Você se aproximou com passos lentos, e o reflexo da lua desenhava sua silhueta com uma beleza que me deixou sem ar. O cenário era vasto, mas naquele instante, tudo se reduzia a nós dois.

Te envolvi em meus braços e nossos lábios se encontraram em um beijo profundo, carregado de urgência e ternura. O mundo lá fora continuava em movimento, mas dentro daquele quarto o tempo havia parado. A cidade inteira parecia se tornar testemunha silenciosa da nossa entrega, observando sem julgar, apenas acolhendo o espetáculo do nosso amor.

Te conduzi até a janela, e nossos corpos se encontraram com intensidade. O vento acariciava nossa pele, misturando-se ao calor que crescia entre nós. Fizemos amor com paixão crua, completamente entregues, como se estivéssemos oferecendo ao universo a prova viva da nossa ligação. O suor escorria, os gemidos preenchiam o espaço, e cada movimento era amplificado pela sensação de sermos vistos, mesmo sem sermos descobertos.

O prazer crescia em ondas, e nossos corpos se entrelaçavam em perfeita sintonia, como se a cidade inteira vibrasse junto conosco. Quando finalmente chegamos ao clímax, o silêncio voltou a dominar o quarto, mas agora carregado de paz e plenitude. Permanecemos abraçados diante da janela, olhando para as luzes que brilhavam lá fora, e você sorriu com ternura. Disse que adorava a ideia de termos feito da cidade nossa cúmplice. E eu soube, naquele instante, que aquele cenário urbano havia se transformado em altar da nossa paixão.

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