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Hoje, pela primeira vez desde que Elias chegou, alguém tentou enquadrá-lo dentro de um método.
O nome dele é Dr. Augusto Lacerda.
Psiquiatra. Experiente, respeitado, conhecido por sua precisão clínica e pela forma como conduz casos considerados complexos. Sua presença mudou imediatamente o ambiente. Onde antes havia silêncio e observação, agora há análise.
Ele entrou na sala com um olhar atento, quase cirúrgico.
Não houve hostilidade.
Mas também não houve abertura.
Elias, por outro lado, o recebeu como recebe tudo: com serenidade.
— Elias — disse o doutor, sentando-se à sua frente — vou fazer algumas perguntas. Preciso entender melhor como você percebe a realidade.
Elias assentiu levemente.
— Pode perguntar.
O tom era calmo, sem resistência.
O médico começou com o básico.
Nome, idade, origem.
Elias respondeu tudo com clareza, sem hesitar. Mas quando chegou à origem, manteve a mesma resposta de sempre.
— Orionis.
Dr. Augusto anotou.
Nenhuma reação visível.
— Você acredita que veio de outro planeta? — perguntou, de forma direta.
Elias inclinou a cabeça.
— Eu não acredito. Eu sei.
O silêncio que se seguiu foi breve, mas denso.
O médico não confrontou imediatamente. Preferiu contornar.
— E como você chegou até aqui?
— Não da forma que vocês imaginam.
— Pode explicar?
Elias sorriu levemente.
— Ainda não.
Observei o doutor naquele momento. Ele não parecia irritado. Parecia… interessado.
Mas não como alguém fascinado.
Como alguém que busca inconsistências.
A sessão seguiu com perguntas sobre memória, percepção, tempo, identidade. Testes sutis, alguns quase imperceptíveis para quem não conhece o método.
Elias respondeu a tudo.
Com calma.
Com lógica.
Sem contradições evidentes.
Em determinado momento, Dr. Augusto fez uma pausa mais longa. Cruzou as mãos, analisando-o em silêncio.
— Elias — disse então — você apresenta um discurso estruturado, coerente… mas baseado em uma premissa que não corresponde à realidade conhecida.
Elias o observou com atenção.
— Realidade conhecida por quem?
O doutor sustentou o olhar.
— Pela ciência.
Elias assentiu, como se compreendesse perfeitamente aquela resposta.
— A ciência de vocês descreve muito bem o que consegue observar — disse ele. — Mas ainda está aprendendo a reconhecer o que não consegue medir.
Anotei essa frase com cuidado.
Pela primeira vez, percebi algo diferente no comportamento do Dr. Augusto.
Não foi dúvida.
Foi… pausa.
A sessão terminou pouco depois.
O doutor recolheu suas anotações e se levantou com a mesma postura firme com que entrou.
Mas havia algo diferente em seu olhar.
Talvez fosse apenas curiosidade profissional.
Ou talvez fosse o início de algo mais difícil de admitir:
a possibilidade de que, desta vez, a ciência não tenha entrado na sala para explicar —
mas para ser questionada. 🌌
Continua
“As informações apresentadas neste site têm caráter estritamente informativo, com o propósito de ampliar o conhecimento sobre uma variedade de temas, incluindo saúde e alimentação. Os dados nutricionais e as declarações contidas aqui são voltados para fins educativos e de pesquisa, sempre com embasamento em fontes especializadas em cada área. No entanto, essas informações não substituem a orientação direta de profissionais de saúde ou nutricionistas. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua saúde ou alimentação, recomendamos que consulte um médico ou nutricionista qualificado.”
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