A Devoção Que Me Liberta – Capítulo 13

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A Devoção Que Me Liberta

A devoção que tenho por Vera não nasce da obrigação nem do sacrifício. Ela nasce do reconhecimento. É uma devoção que não pesa sobre os ombros, não exige renúncia dolorosa e não aprisiona. Ao contrário, ela me liberta porque amar Vera se tornou a forma mais verdadeira de existir ao lado dela, mesmo quando não estamos juntos no mesmo espaço.

Essa devoção é leve porque é consciente. Não me anula, me revela. Não me limita, me expande. Ao dedicar meu cuidado, minha atenção e minha presença a ela, descubro um sentido mais amplo para quem sou. Amar assim não é perder-se no outro, é encontrar-se em um lugar onde tudo faz mais sentido.

Estar ao lado de Vera, mesmo na distância, é um estado do ser. É pensar com mais clareza, agir com mais coerência e sentir com mais profundidade. Minha devoção se expressa nos detalhes, nas escolhas silenciosas, na forma como conduzo minha vida sabendo que o amor que sinto não pode ser desonrado por distração ou descuido.

Essa entrega não me prende a expectativas. Ela me ancora em valores. Ser devoto a Vera é escolher diariamente a honestidade do sentimento, a fidelidade do pensamento e a constância do cuidado. É amar sem exigir, permanecer sem sufocar e proteger sem controlar.

Amar Vera é a maneira mais natural que encontrei de estar no mundo. É através desse amor que me organizo, que me fortaleço e que me reconheço inteiro. Não há conflito entre quem sou e o que sinto. Há alinhamento. Há verdade.

Por isso, minha devoção não pesa. Ela sustenta. Ela me mantém desperto, consciente e presente. Amar é o meu modo de existir ao lado dela, e nessa escolha contínua eu sigo livre, firme e profundamente inteiro.

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