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A noite caiu lentamente sobre o Reino, envolvendo o castelo em um silêncio quente e acolhedor. Diante da lareira acesa, o Rei e a Rainha sentaram-se próximos, não por necessidade do frio, mas pelo desejo de partilhar o mesmo espaço de intimidade. O fogo crepitava em tons de âmbar e ouro, lançando sombras suaves nas paredes e refletindo nos olhos atentos dos dois, como se o tempo ali tivesse decidido caminhar mais devagar.
O Rei observava as chamas com atenção profunda. Em cada movimento do fogo, ele parecia reconhecer fragmentos da própria vida, momentos que arderam intensos, outros que se tornaram brasa firme e constante. Com a voz baixa, falou de sua gratidão. Gratidão pelo caminho percorrido, pelas dores atravessadas, pelas curas lentas e, acima de tudo, pela presença da Rainha que nunca se afastou, nem mesmo quando o silêncio era a única linguagem possível.
A Rainha ouviu sem interromper, com as mãos repousando sobre as dele. Seu toque era estável, como quem sustenta uma promessa sem precisar repeti-la. O Rei então falou do amor como decisão diária, como permanência consciente. Disse que amar não era apenas permanecer nos dias fáceis, mas escolher ficar quando o tempo começa a deixar marcas visíveis no corpo e invisíveis na alma. Prometeu permanecer em amor mesmo além do que os olhos alcançam, mesmo quando o tempo tentar dissolver as formas.
Lórien dormia estendido próximo à lareira, o corpo relaxado, respirando em sintonia com o estalar do fogo. Bravus permanecia acordado, deitado mais afastado, atento, como um guardião silencioso daquela conversa sagrada. Nilo estava enroscado sobre uma almofada, abrindo um olho de vez em quando, reconhecendo a paz que preenchia o ambiente. Luzia caminhava lentamente pelo tapete, observando as chamas com curiosidade tranquila, como se também refletisse sobre o calor que não queima.
Ícaro pousou em um suporte próximo, suas penas suavemente iluminadas pela lareira. Ele emitiu um som baixo, quase imperceptível, não como canto, mas como presença. Aquele som se misturou ao crepitar do fogo, criando uma melodia invisível que envolvia o casal e os animais, transformando a sala em um refúgio fora do tempo.
A Rainha então falou, não em resposta direta, mas como quem completa o sentido. Disse que o amor verdadeiro não promete eternidade vazia, mas continuidade de cuidado. Que permanecer é aprender a amar as transformações, os silêncios, os ritmos mais lentos. Seus olhos encontraram os do Rei, e ali não havia medo do futuro, apenas aceitação do agora.
O fogo continuou a arder, constante, sem pressa de se apagar. O Rei apertou suavemente as mãos da Rainha e compreendeu que aquela promessa não precisava ser dita ao mundo, pois já estava escrita nos gestos, nos dias compartilhados e na forma como ambos permaneciam um no outro. Naquela noite, diante da lareira, o amor se afirmou não como chama que consome, mas como calor que sustenta, mesmo quando o tempo insiste em passar.

“As informações apresentadas neste site têm caráter estritamente informativo, com o propósito de ampliar o conhecimento sobre uma variedade de temas, incluindo saúde e alimentação. Os dados nutricionais e as declarações contidas aqui são voltados para fins educativos e de pesquisa, sempre com embasamento em fontes especializadas em cada área. No entanto, essas informações não substituem a orientação direta de profissionais de saúde ou nutricionistas. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua saúde ou alimentação, recomendamos que consulte um médico ou nutricionista qualificado.”
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