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Hoje o Dr. Augusto voltou mais preparado.
Percebi isso antes mesmo de ele começar a falar. Trouxe anotações mais detalhadas, organizadas com rigor quase matemático. Havia uma intenção clara em sua postura: testar os limites do discurso de Elias.
Desta vez, não seriam apenas perguntas.
Seria um confronto de lógica.
— Elias — começou o doutor — ontem você afirmou vir de Orionis. Quero entender melhor isso.
Elias assentiu, como sempre.
— Pode perguntar.
O médico então mudou a abordagem. Em vez de questionamentos diretos, começou a construir cenários.
Hipóteses.
Contradições possíveis.
— Se Orionis existe como você descreve, então deve haver registros, sinais, alguma evidência observável. Por que nunca detectamos nada?
Elias respondeu sem pressa.
— Porque vocês procuram com os instrumentos que possuem.
— E isso não seria suficiente?
— Não, se o que procuram não pode ser medido por eles.
O doutor anotou algo rapidamente.
— Então Orionis não é físico?
Elias o observou por um instante.
— Depende do que você chama de físico.
A conversa seguiu nesse ritmo por longos minutos.
Sempre que o médico tentava cercá-lo com uma lógica fechada, Elias respondia sem escapar — mas também sem se contradizer.
Era como tentar segurar água com as mãos.
Em determinado momento, Dr. Augusto decidiu apertar mais.
— Vamos falar de tempo — disse ele. — Quanto tempo você viveu em Orionis?
Elias respondeu com naturalidade:
— O suficiente para não medir mais em anos.
O doutor levantou o olhar.
— Isso não é uma resposta objetiva.
— É a resposta mais precisa que posso dar.
Anotei essa frase.
A tensão na sala não era agressiva, mas era evidente.
De um lado, a lógica estruturada.
Do outro, algo que não se deixava reduzir a ela.
— Elias — continuou o médico — toda narrativa precisa de consistência interna. Até agora, você não apresentou contradições claras… mas também não forneceu provas.
Elias assentiu.
— Compreensível.
— Então por que eu deveria considerar sua história como algo além de uma construção da mente?
Houve uma breve pausa.
Elias olhou diretamente para ele.
— Você não deveria.
O silêncio que se seguiu foi diferente de todos os outros.
O doutor pareceu surpreso.
— Não?
— Não — repetiu Elias. — A lógica serve para proteger você de conclusões precipitadas. Continue usando-a.
Dr. Augusto permaneceu em silêncio por alguns segundos.
— Mas… — começou ele — se tudo o que você diz é coerente e ainda assim não pode ser comprovado…
Elias completou com suavidade:
— Então talvez a questão não seja provar.
O médico franziu levemente a testa.
— E qual seria?
Elias respondeu com a mesma calma de sempre:
— Estar disposto a considerar.
Anotei cada palavra.
Ao final da sessão, algo ficou claro para mim.
O Dr. Augusto não encontrou falhas.
Nenhuma contradição evidente.
Nenhum delírio fragmentado.
Nenhuma quebra lógica.
E isso, de alguma forma, parecia incomodá-lo mais do que qualquer incoerência.
Porque, quando a lógica não basta…
o que nos resta pode ser muito mais difícil de enfrentar. 🌌
Continua
“As informações apresentadas neste site têm caráter estritamente informativo, com o propósito de ampliar o conhecimento sobre uma variedade de temas, incluindo saúde e alimentação. Os dados nutricionais e as declarações contidas aqui são voltados para fins educativos e de pesquisa, sempre com embasamento em fontes especializadas em cada área. No entanto, essas informações não substituem a orientação direta de profissionais de saúde ou nutricionistas. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua saúde ou alimentação, recomendamos que consulte um médico ou nutricionista qualificado.”
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