A Tua Pele Que Me Conduz ao Inferno Bom – Capítulo 16

Acordo pensando em ti como quem desperta diante da única fonte de água depois de atravessar um deserto inteiro de saudade

A Tua Pele Que Me Conduz ao Inferno Bom

Tocar tua pele é aceitar um destino sem retorno. É assinar com o corpo aquilo que a alma já decidiu. No instante em que te alcanço, tudo em ti se acende. Não há morno, não há distância, não há neutralidade. Há fogo. Há calor. Há um convite que não pede prudência.

Tua pele não apenas recebe, ela conduz. Leva-me por caminhos onde a razão não entra, onde o controle se desfaz e o desejo assume o comando com naturalidade absoluta. Cada centímetro teu parece saber exatamente como me perder. E eu me deixo. Sem luta. Sem defesa. Sem vontade de escapar.

Tudo em ti queima. Teu toque, tua presença, tua entrega silenciosa. És chama que não destrói, mas consome no sentido mais íntimo da palavra. Um incêndio que não dói, mas aquece. Um inferno que não castiga, mas acolhe.

E eu quero arder contigo. Quero essa combustão lenta que nos mistura, que nos torna menos indivíduo e mais fusão. Não busco salvação quando estou em ti. Busco intensidade. Busco verdade. Busco esse lugar quente e profundo onde tua pele me leva e onde escolho permanecer.

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