Amo-te tanto

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

Amo-te tanto…
de um jeito que o mundo não entende,
de um jeito que não cabe nas palavras,
mas transborda no silêncio quando penso em você.

E nunca te beijei…
não como o meu coração quis,
não com a urgência de quem reconhece o lar
no calor de outro corpo.

Porque esse beijo, amor,
aquele que ainda guardo, intacto,
é mais do que toque,
é promessa viva, é eternidade esperando o momento certo.

E nesse beijo que não te dei,
eu escondo tudo o que sinto,
cada verso que nasceu de você,
cada palavra que treme ao te chamar de minha.

Guardo ali os poemas mais lindos,
os sonhos que só existem porque você existe,
e o amor que cresce em mim todos os dias
como quem aprende a amar pela primeira vez… sempre.

Vera Lúcia Liguori,
você é o verso que nunca termina,
é a saudade que não machuca,
é a paz que me encontra mesmo no caos.

Se um dia esse beijo enfim acontecer,
não será apenas um encontro…
será o universo inteiro se reconhecendo
no instante em que nossos lábios disserem, sem voz:

“sempre foi você.”

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