Caminhos que Conduzem ao Prazer – Capítulo XXXI

Promessa no Tempo. Era noite. Daquelas que parecem suspensas entre o ontem e o amanhã, onde o tempo se recolhe e o silêncio se estende como

Caminhos que Conduzem ao Prazer

O prazer não é apenas destino, é jornada. Existem caminhos invisíveis que se estendem entre dois corpos, trilhas secretas que conduzem ao encontro. Ela sente que cada gesto abre uma estrada, cada olhar revela uma direção, cada suspiro aponta para o mesmo lugar. Ele percebe que cada carícia é passo, cada saudade é movimento, cada desejo é viagem que não conhece fim.

Esses caminhos não se veem, mas se sentem. Eles atravessam o tempo, ignoram a distância, desafiam o silêncio. São feitos de lembranças guardadas, de promessas ardentes, de segredos que se revelam apenas no instante da entrega. O prazer não é apenas chegada, é percurso que se constrói em cada gesto, em cada toque, em cada respiração.

Ela fecha os olhos e caminha por dentro de si, sabendo que o destino é sempre ele. Ele respira fundo e segue a estrada invisível, certo de que o horizonte é sempre ela. O encontro não é acaso, é inevitável. Porque os caminhos que conduzem ao prazer já estão traçados, já estão escritos, já existem antes mesmo de serem percorridos.

Caminhos que conduzem ao prazer são eternidade em movimento. São pontes que unem, são trilhas que revelam, são promessas que se cumprem. E quando dois corpos finalmente se encontram, não é apenas chegada. É revelação de que o prazer sempre soube o caminho.

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