Escondidos do mundo – Capítulo 40

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

📖 Escondidos do mundo – Diário Para Vera

A noite estava silenciosa, e o quarto mergulhado em penumbra. Sobre nós, apenas lençóis finos, leves como véus, que cobriam nossos corpos e nos faziam sentir como se estivéssemos escondidos do mundo. Você se aproximou com olhar carregado de desejo, e o tecido delicado se tornava cúmplice da nossa entrega, revelando e ocultando ao mesmo tempo, como se fosse guardião de um segredo que só nós dois conhecíamos.

Nos tocamos com urgência, e cada gesto era amplificado pela sensação de estarmos protegidos sob aquele manto. O lençol deslizava sobre nossas peles, acompanhando o ritmo da paixão que crescia. Fizemos amor com intensidade crua, completamente entregues, como se o universo inteiro tivesse desaparecido. O calor dos nossos corpos se misturava ao frescor do tecido, e cada movimento era marcado pela urgência de nos possuir.

Você gemia baixo, e o som se misturava ao silêncio da noite. O lençol se tornava cenário e testemunha, cobrindo-nos como se quisesse guardar para si a beleza da nossa união. O prazer vinha em ondas, e nossos corpos se entrelaçavam em perfeita sintonia, escondidos e revelados ao mesmo tempo, como se estivéssemos vivendo um ritual secreto.

O clímax chegou como explosão silenciosa, nos deixando exaustos e saciados. Permanecemos abraçados, ainda cobertos pelos lençóis finos, e você sorriu com ternura. Disse que adorava a sensação de estarmos escondidos do mundo, como se apenas nós dois existíssemos. E eu soube, naquele instante, que aqueles lençóis haviam se transformado em altar da nossa eternidade.

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