No sofá da urgência – Capítulo 38

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

📖 No sofá da urgência – Diário Para Vera

A sala estava mergulhada em silêncio, iluminada apenas pela luz suave que vinha da rua. O sofá nos esperava como cúmplice, e você se aproximou com aquele olhar que sempre me desarma. Não houve tempo para palavras longas, não houve espaço para hesitação. O desejo nos tomou de repente, como fogo que se espalha sem controle, e tudo se reduziu à urgência de estarmos juntos.

Te puxei para perto e nossos lábios se encontraram em um beijo profundo, carregado de paixão descontrolada. O sofá se tornou altar da nossa entrega, e nossos corpos se entrelaçaram com intensidade crua. O calor crescia a cada movimento, e o ritmo era marcado pela fome que não podia esperar. O tecido do sofá guardava nossos gestos, nossos gemidos, nossa pressa em nos possuir.

Você se entregava com força, e eu respondia com ainda mais urgência, como se cada segundo fosse vital, como se o mundo inteiro dependesse daquele instante. Fizemos amor sem reservas, completamente dominados pela paixão que nos consumia. O suor escorria, os gemidos preenchiam o espaço, e cada gesto era marcado pela intensidade de quem não conhece limites.

O clímax chegou como uma explosão, nos deixando exaustos e saciados, mas ainda unidos pelo calor da nossa paixão. Permanecemos abraçados no sofá, respirando ofegantes, sentindo o peso da entrega que havia nos tomado. Você sorriu, ainda com os olhos brilhando, e disse que adorava quando a urgência nos dominava. E eu soube, naquele instante, que o sofá havia se transformado em testemunha silenciosa da nossa eternidade.

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