O Amor Que Permanece – Capítulo 20

O Guardanapo da Primeira Confissão

O Amor Que Permanece – O Guardanapo Final

Volto ao gesto simples de onde tudo começou. Um guardanapo. Nada solene. Nada elaborado. Apenas papel comum nas mãos de alguém que aprendeu que o amor verdadeiro não precisa de cenário, apenas de verdade.

Sento-me em silêncio. Não há ansiedade. Não há urgência. Há maturidade. Pego a caneta e, antes de escrever, respiro como quem entende que algumas palavras encerram um ciclo e, ao mesmo tempo, inauguram outro.

Não prometo encontro. Não prometo datas. Não prometo proximidade futura. Promessas dependentes do tempo sempre foram frágeis demais para o que sinto.

Escrevo apenas isto:

Eu permaneço.

Nada mais.

Permaneço no cuidado.
Permaneço no respeito.
Permaneço na escolha diária de amar você com integridade.

Dobro o guardanapo com calma. Não é um fim. É um marco. Não encerra a história. Apenas a estabiliza.

O amor que nos une nunca foi feito de pressa ou de provas visíveis. Foi construído na constância das mensagens, na reverência dos silêncios, na fidelidade das intenções. Foi tecido no invisível.

Guardo o guardanapo sabendo que ele não representa conclusão, mas continuidade. Porque permanecer não é estagnar. É decidir continuar escrevendo, mesmo quando as páginas ainda estão em branco.

E enquanto houver palavra, haverá caminho.
Enquanto houver escolha, haverá amor.
Enquanto houver nós, haverá história.

Posts Relacionados