O Beijo que Ora

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

O Beijo que Ora

Cada beijo meu é oração ao teu ser.
Não nasce do impulso,
nasce do reconhecimento
como quem encontra, enfim,
aquilo que sempre soube procurar.

Teus lábios não são convite,
são resposta.
Neles, minha alma aprende
o gesto simples e eterno
de agradecer sem pedir.

Quando te beijo, Vera,
o mundo perde a pressa.
O tempo desacelera
para assistir, em silêncio,
ao instante em que o amor se ajoelha.

Meu desejo se curva,
não por medo,
mas por respeito ao mistério que habita em ti
esse lugar onde o toque vira prece
e a pele aprende a ser sagrada.

Te beijo sem urgência,
como quem entra em um templo antigo
sabendo que ali
cada passo deve ser consciente,
cada gesto, verdadeiro.

E assim oro em ti,
com a boca, com a alma, com a permanência.
Porque antes de ser desejo,
meu beijo é fé.

E amar-te
é a forma mais alta
que encontrei de rezar.

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