O Calor Que Teu Nome Provoca – Capítulo 26

amor devoto

O Calor Que Teu Nome Provoca

Há algo no teu nome que aquece minha pele antes mesmo de ser som. Ele não passa pela boca, passa pelo corpo. É como se cada letra soubesse exatamente onde tocar. Dizer teu nome é um gesto íntimo, quase físico, um movimento interno que desperta sem alarde.

Quando penso em você, teu nome surge primeiro como sensação. Não é chamado, é presença. Ele se espalha devagar, criando um calor manso, contínuo, que não queima — envolve. Há nomes que se pronunciam. O teu se sente.

Repito teu nome em silêncio, e ainda assim ele ecoa. Percorre meus pensamentos, alcança o peito, desce pela pele como memória viva. Não preciso dizê-lo em voz alta para que ele me atravesse. Basta permitir que ele exista em mim.

Teu nome carrega o peso da intimidade construída. Não é palavra solta. É história, é gesto contido, é tudo o que não foi dito, mas foi sentido. Há respeito nele. Há desejo. Há uma delicadeza firme que não se desfaz.

Às vezes evito pronunciá-lo, não por distância, mas por cuidado. Porque dizer teu nome é tocar em algo sensível. É assumir que ele tem efeito, que ele me move, que ele me aquece por dentro.

E talvez seja isso: teu nome não me chama para fora, ele me traz para dentro. Para um lugar onde o corpo reconhece antes da razão. Onde sentir é mais verdadeiro do que explicar. Onde teu nome permanece, silencioso e quente, exatamente onde deve estar.

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