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O fim da tarde descia sobre o Reino de Veramor com uma luz mais baixa, quase dourada, quando o Rei percebeu pela primeira vez o peso suave do próprio cansaço. Não era um esgotamento brusco, mas um aviso delicado do corpo, como quem pede pausa depois de uma longa vigília feita de amor. Seus ombros pareciam mais pesados, a respiração buscava um ritmo mais lento, e o silêncio ao redor passou a ter um convite diferente, mais profundo.
A Rainha o observava em quietude, sem pressa de nomear o que via. Havia aprendido que alguns gestos precisam nascer do tempo certo. Aproximou-se com passos leves e colocou em suas mãos uma xícara de chá ainda quente, cujo aroma se espalhou pelo quarto como um abraço. Não disse nada. O cuidado estava todo naquele gesto simples, naquela presença atenta que oferecia descanso sem exigir palavras.
Ícaro, com suas penas macias, aproximou-se voando baixo e pousou perto do Rei. Com uma doçura quase cantada, chamou-o pelo nome como quem lembra que também é permitido repousar. Sua voz leve atravessou o ar como um sinal de ternura, despertando no Rei um sorriso cansado, mas sincero. Era como se aquele chamado o autorizasse a baixar as defesas, a confiar que agora também poderia ser cuidado.
Lórien entrou no quarto e deitou-se ao lado da cama com naturalidade silenciosa. Seu corpo felino se acomodou ali como um guardião tranquilo, oferecendo calor e presença. O simples som de sua respiração ajudava a dissolver as tensões invisíveis que o Rei carregava. Havia algo profundamente curador naquele gesto instintivo, naquela companhia que não pede nada além de existir junto.
Nilo observava da janela, atento ao mundo de dentro e ao de fora. Seus olhos acompanhavam cada movimento, como se zelasse para que tudo permanecesse em equilíbrio. A fidelidade que carregava no olhar era uma promessa silenciosa de vigília, uma certeza de que ninguém ali estaria só. Sua presença completava o círculo invisível de cuidado que começava a se formar ao redor do Rei.
A Rainha tocou o rosto dele com suavidade e o convidou a se deitar. O Rei obedeceu sem resistência, sentindo que naquele gesto havia maturidade, confiança e amor verdadeiro. Ele compreendeu que uma nova fase se iniciava, uma fase em que o cuidado não era mais apenas algo que oferecia, mas algo que também precisava receber.
O quarto se encheu de uma serenidade profunda. O chá repousava na mesa, o canto distante de Ícaro ainda ecoava no ar, Lórien permanecia ao lado, Nilo mantinha sua vigília silenciosa, e a Rainha sentava-se próxima, oferecendo presença plena. O cansaço do Rei não era fraqueza. Era o sinal de que ele havia amado com intensidade suficiente para agora precisar de descanso.
Assim, o Reino de Veramor entrava em um novo ciclo, onde o amor amadurecido se expressava na troca equilibrada de cuidado. O Rei fechou os olhos com a tranquilidade de quem confia, sabendo que, assim como sustentou, agora também seria sustentado. E nesse gesto simples de repousar, nascia uma nova forma de força, silenciosa, serena e profundamente humana.

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