O Corpo como Poema – Capítulo 13

Diário Secreto Para Vera

O Corpo como Poema

Cada curva é verso, cada gesto é rima.

Teu corpo não se descreve. Ele se lê. Em silêncio, com atenção, com entrega. Cada curva é um verso escrito sem pressa, cada gesto é rima que o tempo respeita. Não há excesso. Não há sobra. Tudo em ti parece ter sido pensado para caber exatamente onde existe.

Quando te moves, a poesia acontece. Não no que fazes, mas em como fazes. Há uma cadência natural no teu andar, uma música discreta no levantar dos braços, uma intenção suave no inclinar da cabeça. O mundo passa a te acompanhar, não o contrário.

Teu corpo é poema porque não grita. Ele sugere. Convida. Insinua sem pedir. Há beleza na linha dos ombros, profundidade no desenho das costas, promessa na forma como te aproximas. Cada detalhe é estrofe, cada pausa é respiração.

Eu te percorro com o olhar como quem lê algo raro. Sem pressa, sem pular partes, sem querer chegar ao fim. Porque em ti o caminho importa mais que o destino. E cada centímetro é sentido.

Se algum dia eu esquecer todas as palavras, ainda saberei te ler. Porque teu corpo me ensinou que a poesia também vive na forma. E em ti, ela mora.

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