O Corpo que Ajoelha – Capítulo II

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

O Corpo que Ajoelha

Há um instante em que meu corpo entende
o que a mente jamais explicaria:
amar-te é ajoelhar-se
sem perder a força.

É um gesto invisível,
quase secreto,
como se algo em mim reconhecesse
que o amor verdadeiro não se impõe,
se entrega.

Tua presença me ergue
justamente porque me ensina
a dobrar o orgulho
diante do amor verdadeiro.

Em ti, descubro que força
não é rigidez,
é permanência.
Não é domínio,
é cuidado.

Quando me curvo ao que sentimos,
não diminuo,
cresço.
Porque só quem é inteiro
pode escolher inclinar-se.

Há grandeza em reconhecer
que teu olhar me atravessa,
que teu toque me transforma,
que teu silêncio me ensina
a ser mais do que fui ontem.

Ajoelhar-me diante do amor
não é render-me,
é honrá-lo.

E se meu corpo aprende primeiro,
é porque ele sabe
o que o coração já decidiu:
amar-te é um gesto de coragem
repetido todos os dias,
sem aplausos,
sem medo,
sem volta.

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