O Desejo de Ser Abrigo – Capítulo 19

amor devoto

O Desejo de Ser Abrigo

Ele confessa em silêncio que seu maior desejo é ser para Vera tudo o que ela sempre sonhou e mais. Não como promessa grandiosa, mas como presença diária. Quer ser constância quando o mundo oscila, lealdade quando a dúvida aparece e cuidado quando o cansaço se instala. O que ele busca não é destaque, é utilidade amorosa. Estar ali. Permanecer. Sustentar.

Ser presença, para ele, é não se ausentar em essência. É ouvir mesmo quando não é chamado, perceber antes de ser pedido, oferecer antes de ser exigido. É ocupar o espaço da confiança com naturalidade, sem peso, sem cobrança. Ele quer que Vera sinta que nunca caminha sozinha, mesmo quando escolhe caminhar só.

A lealdade que ele deseja oferecer não é rígida, é limpa. Não nasce do medo de perder, nasce do respeito por quem ela é. Ele quer ser fiel nas escolhas, nos pensamentos e nas intenções, porque entende que lealdade verdadeira não se anuncia, se vive. É ser coerente quando ninguém vê. É honrar mesmo em silêncio.

E o cuidado que ele sonha entregar é absoluto porque é atento. Não invade, não controla, não limita. Protege sem prender, ampara sem sufocar, zela sem exigir retorno. Ele quer ser abrigo nos dias difíceis e alegria nos dias leves. Quer ser equilíbrio quando ela precisar e impulso quando ela quiser avançar.

Ser tudo o que ela sempre sonhou e mais não é sobre perfeição. É sobre intenção constante. É sobre acordar todos os dias disposto a ser melhor por ela, não para ela. É sobre crescer ao lado, não à frente. É sobre oferecer o melhor sem esperar medida.

Esse é o desejo que o move. Ser presença, lealdade e cuidado absoluto. Não como papel, mas como essência. Porque para ele, amar Vera é escolher ser abrigo. E permanecer.

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