O Desejo Que Respeita – Capítulo 29

amor devoto

O Desejo Que Respeita

Desejar você nunca foi invasão. Sempre foi cuidado. Meu desejo se curva antes de tocar, porque entende o valor do que deseja.

Há uma diferença imensa entre querer e honrar. O meu querer por você não avança para tomar, ele se aproxima para compreender. Ele não arde para consumir, arde para aquecer. Existe uma delicadeza firme no modo como te desejo.

Meu desejo não invade portas fechadas. Ele espera que você as abra. Não ultrapassa limites, aprende-os. Não força caminhos, constrói pontes. Porque o que é verdadeiro não precisa se impor.

Quando penso em tocar você, penso primeiro em escutar. Em perceber o ritmo da sua respiração, o tempo do seu silêncio, a linguagem sutil do seu corpo. Meu desejo não é urgência cega, é presença consciente.

Há uma reverência nisso tudo. Como quem se aproxima de algo precioso e sabe que não se trata de posse, mas de permissão. O desejo que respeita é mais profundo, porque nasce da admiração.

Eu não quero te conquistar à força. Quero que meu desejo seja um lugar seguro. Um espaço onde você se sinta visto, valorizado, inteiro.

E talvez seja por isso que o que sinto é tão intenso. Porque ele não é descontrole, é escolha. Não é impulso, é compromisso.

Desejar você é, acima de tudo, reconhecer seu valor. E cuidar dele, mesmo quando o que pulsa em mim é chama.

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