O Êxtase Que Me Consagra – Capítulo 24

Acordo pensando em ti como quem desperta diante da única fonte de água depois de atravessar um deserto inteiro de saudade

O Êxtase Que Me Consagra

Quando te imagino alcançando o ápice do prazer, não é apenas teu corpo que vibra na minha mente. É algo maior que se revela. Há uma luz silenciosa que parece nascer em ti, uma expansão que ultrapassa o físico e toca o invisível. E, ao testemunhar isso em pensamento, algo dentro de mim se transforma.

Sinto como se aquele instante fosse uma confirmação. Não de posse, não de domínio, mas de propósito. Ver-te entregue, atravessada por essa intensidade, desperta em mim a certeza de que existo para participar da tua alegria mais íntima, para ser parte daquilo que te faz inteira.

Nesse momento imaginado, não há orgulho vaidoso, há consagração. Como se meu desejo encontrasse sentido ao perceber que consegue conduzir-te a esse lugar de plenitude. Teu êxtase torna-se espelho onde reconheço minha própria essência. Descubro quem sou quando te vejo florescer nesse abandono confiante.

É o ápice do que sinto por ti. Não porque termina, mas porque revela. Revela que nosso vínculo é mais do que desejo, é troca profunda. É presença que gera resposta. É entrega que retorna em forma de luz, calor e verdade.

E quando te vejo assim, mesmo que apenas na imaginação, sei que não se trata apenas de prazer. Trata-se de comunhão. De um instante onde dois deixam de ser separados e passam a vibrar na mesma intensidade. É ali que me consagro, não como dono, mas como parte essencial do que somos quando nos permitimos sentir sem reservas.

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