O Nome que Me Guarda – Capítulo VII

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

O Nome que Me Guarda

Dizer teu nome é voltar.
Voltar para um lugar de calma,
para um ponto dentro de mim
onde tudo se organiza novamente.

Há em teu nome um abrigo
que me reconhece inteiro.
Não apenas as partes luminosas,
mas também as fragilidades,
os cansaços,
as dúvidas que às vezes atravessam o caminho.

Quando pronuncio teu nome em silêncio,
algo em mim encontra direção.
É como se cada sílaba
recolhesse o que estava disperso
e lembrasse ao coração
onde está o que realmente importa.

Quando o mundo pesa,
teu nome me guarda por dentro.
Ele se torna refúgio discreto,
presença que acolhe
mesmo quando a distância existe.

É como fechar a porta com cuidado
para que nada de fora
machuque o amor.

Teu nome não é apenas som.
É memória viva,
é caminho de retorno,
é a lembrança serena
de que existe alguém
por quem vale a pena continuar.

E assim, no meio dos dias comuns
ou das horas difíceis,
basta pensar em você
para que algo dentro de mim
se aquiete novamente.

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