O Silêncio que Nos Une – Capítulo VI

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

O Silêncio que Nos Une

Há um amor que não fala.
Ele apenas fica.

Não precisa de discurso,
não exige explicação.
Respira na tranquilidade dos dias comuns
e encontra força naquilo que não se anuncia.

Mora no intervalo entre dois gestos,
no descanso do olhar
que já não precisa perguntar.
Habita o espaço sereno
onde o entendimento antecede a palavra
e a presença basta.

Contigo, Vera, aprendi
que o silêncio não é ausência,
é comunhão.

É o lugar onde nossas almas se encostam
sem precisar de som.
Onde o toque pode ser apenas proximidade
e ainda assim dizer tudo.

No silêncio, reconheço teu ritmo.
No silêncio, teu nome repousa em mim
sem urgência.
No silêncio, descubro que amar
também é saber ficar quieto
ao lado de quem se escolheu.

Há uma paz nesse encontro sem ruído.
Uma certeza madura
que dispensa promessas repetidas.
O que é verdadeiro não precisa se provar
o tempo todo.

Ele permanece.

E é nesse permanecer silencioso
que encontro a forma mais profunda
de estar contigo.

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