O Templo Vivo – Capítulo III

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

O Templo Vivo

Teu corpo não é passagem,
é morada.

Não é convite apressado,
é altar silencioso
onde o amor aprende a ficar.

Em tua pele
descobri que o sagrado
não vive distante do toque.
Ele respira
exatamente onde o cuidado permanece.

Quando me aproximo,
não encontro apenas forma,
encontro história,
verdade,
presença.

Minhas mãos não te procuram com pressa,
elas reconhecem.
Sabem que amar você
é entrar descalço
no território do que é precioso.

Teu corpo é templo vivo
não porque seja intocável,
mas porque é inteiro.

Nele,
o afeto ganha gesto,
a ternura ganha calor,
e o desejo aprende respeito.

E eu compreendo,
em silêncio,
que o sagrado não mora nas alturas.

Mora aqui,
onde o amor decide permanecer.

 

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