O Toque que Me Domina – Capítulo 16

Diário Secreto Para Vera

O Toque que Me Domina

A pele se rende ao comando invisível das mãos.

Há um toque que não pede permissão porque já foi aceito antes de existir. Ele chega sem força, sem urgência, e ainda assim governa. Minhas defesas não caem por impacto, caem por confiança. A pele entende antes da mente.

As mãos não precisam marcar caminho. Elas sabem. Deslizam com uma certeza silenciosa, despertando respostas que eu não comando. O corpo reconhece esse idioma antigo, feito de pressão leve, pausa exata e intenção contida. Cada contato é direção.

Não há violência no domínio que acontece. Há entrega. Um acordo mudo entre quem conduz e quem se deixa conduzir. A pele se abre porque quer, porque sente, porque encontra ali um lugar seguro para ceder.

O toque não grita, não exige. Ele orienta. E eu sigo. Sigo porque o corpo aprende rápido quando o comando é invisível, mas absoluto. Há uma calma firme nas mãos que me alcançam, uma autoridade que não precisa se afirmar.

Quando tudo termina, algo permanece. A memória do toque fica impressa como marca suave, lembrando que, por alguns instantes, fui inteiro presença, inteiro resposta, inteiro rendição.

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