Tua Boca Onde Minha Alma se Deita – Capítulo 8

Acordo pensando em ti como quem desperta diante da única fonte de água depois de atravessar um deserto inteiro de saudade

Tua Boca Onde Minha Alma se Deita

Quando imagino tua boca se aproximando de mim, descendo com a delicadeza de quem sabe exatamente o que procura, sinto algo que ultrapassa o simples desejo. Não é apenas o corpo que reage, é a alma que se rende. Há um espaço que se abre em mim, um convite silencioso onde deixo de resistir e apenas me permito sentir.

Nesse gesto imaginado, encontro mais do que prazer. Encontro entrega. Encontro devoção. Encontro um lugar seguro onde posso me despir de tudo o que pesa e simplesmente repousar. Tua boca se torna abrigo, promessa e destino, um ponto de encontro onde meu corpo se perde enquanto minha essência se aquieta.

É ali que minha alma se deita, confiante, inteira, como quem reconhece o lar depois de uma longa jornada. Há algo de sagrado nesse abandono, algo que mistura desejo e reverência de forma tão natural que não há conflito, apenas verdade. Meu corpo responde, mas é o coração que se ajoelha primeiro.

Tu és templo onde entro sem medo, perdição que escolho com consciência, descanso que encontro mesmo em meio ao incêndio do querer. Em ti, prazer e amor não se separam. Caminham juntos, entrelaçados, como tudo o que somos quando nos reconhecemos nesse lugar íntimo onde minha alma aprende a permanecer.

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