A Tua Cintura Que Grita Pelo Meu Aperto – Capítulo 17

Acordo pensando em ti como quem desperta diante da única fonte de água depois de atravessar um deserto inteiro de saudade

A Tua Cintura Que Grita Pelo Meu Aperto

Imagino minhas mãos encontrando tua cintura com firmeza e intenção, como se reconhecessem um lugar que sempre foi delas. Não é pressa, é necessidade. Um gesto que nasce do instinto e se confirma no toque. Quando te seguro, é como se o mundo se ajustasse ao redor, como se tudo finalmente fizesse sentido.

Tua cintura responde antes mesmo de te moveres. Há um arco natural no teu corpo, uma curva que se oferece sem pedir, que se encaixa com exatidão na forma das minhas mãos. É ali que te guio, não por força, mas por sintonia. Um comando silencioso que teu corpo entende e aceita com entrega.

Sinto em pensamento o calor da tua pele sob meus dedos, a tensão suave que se cria quando te aproximo, quando te trago para mim. Teu movimento nasce do meu toque e o meu se orienta pela tua resposta. É uma dança íntima, lenta e inevitável, onde cada gesto se constrói sobre o anterior.

Tuas curvas não pedem permissão, chamam. São perfeitas na medida exata do meu querer, desenhadas como se tivessem sido pensadas para esse encontro. Cada linha tua encontra abrigo nas minhas mãos, cada resposta tua confirma o que sempre soube. Há uma verdade silenciosa nisso tudo, profunda e inegociável.

Quando te seguro, não marco apenas teu corpo. Afirmo presença, pertença e desejo. É ali, na tua cintura que se oferece e no meu toque que responde, que se revela o quanto somos feitos um para o outro. Exatos. Inteiros. Irrepetíveis.

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