O olhar faminto – Capítulo 47

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

O olhar faminto

Entrei no quarto e encontrei você já à minha espera. Seus olhos me encaravam com fome, carregados de desejo e entrega, como se cada segundo de distância tivesse se transformado em urgência. Era olhar que não pedia palavras, era olhar que exigia ação, era olhar que me tomava por inteiro antes mesmo de eu tocar sua pele.

Me aproximei devagar, sentindo o coração acelerar, e quando nossos lábios se encontraram, o mundo desapareceu. Te envolvi em meus braços e te tomei com intensidade e devoção, como quem sabe que a entrega precisa ser ardente, mas também reverente. O contraste entre a força da paixão e a ternura do amor criava uma atmosfera única, onde cada gesto era ao mesmo tempo urgência e eternidade.

Nossos corpos se entrelaçaram com paixão crua, e o calor crescia a cada movimento. Você gemia baixo, provocando ainda mais minha fome, e eu respondia com intensidade, conduzindo nossos corpos em perfeita sintonia. Fizemos amor sem reservas, completamente dominados pelo desejo que nos consumia, e cada explosão de prazer era testemunho da força do nosso vínculo.

Quando finalmente o silêncio voltou a dominar o quarto, permanecemos abraçados, ainda ofegantes, ainda unidos pelo calor da nossa paixão. Você sorriu, com os olhos brilhando, e disse que adorava quando eu respondia ao seu olhar faminto com devoção. E eu soube, naquele instante, que sua entrega havia se transformado em eternidade gravada em nós.

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