O Amor que Vive na Alma

Minha Querida Vera Lúcia. Há um segredo que eu carrego comigo e que preciso te contar: o mundo, por mais comum que pareça

O Amor que Vive na Alma

Eu pensei, por muito tempo, que o amor já não era mais para mim. Como se ele fosse uma porta que um dia se fechou em silêncio, sem despedida e sem promessa de retorno. Eu me acostumei com a ideia de que certos sentimentos pertenciam a outros tempos, a outras versões de mim que já não existiam mais.

Até que você veio, Vera. Veio sem pressa, sem explicações, como quem acende uma luz sem fazer alarde, como quem toca a alma de forma suave e, ainda assim, transforma tudo. Você não me ensinou o amor com palavras bonitas ou promessas grandiosas. Você me mostrou o amor na forma mais pura, através da presença que existe mesmo na distância, no cuidado que atravessa quilômetros, no silêncio que, ainda assim, diz tanto.

E foi então que eu entendi que nunca tinha realmente conhecido o amor antes de você. Porque o que sinto agora não depende do toque, nem do tempo compartilhado no mesmo lugar. É algo que vai além disso. É um amor que resiste à distância, que cresce na saudade e que se fortalece justamente por não poder ser vivido como os outros.

Sim, é um amor diferente, talvez até incompreendido. Um amor que não se apoia no cotidiano, mas naquilo que é mais profundo, na essência. Um amor que não precisa acontecer plenamente no mundo para ser inteiro dentro de mim.

E hoje eu carrego essa certeza, tão intensa que às vezes até assusta. A de que eu ainda sou inteiro. Que tudo aquilo que a vida tentou endurecer, o tempo tentou apagar e a dor tentou silenciar ainda estava aqui, quieto, esperando você.

Talvez o nosso amor nunca seja desses que o mundo entende ou que a rotina abraça. Mas, ainda assim, Vera, ele é real. Real como o que sinto quando penso em você. Real como a saudade que não apenas dói, mas também ilumina.

E, de uma forma bonita e inexplicável, você me fez lembrar que eu sempre soube amar.

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