Ao amanhecer – 49

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

Ao amanhecer

O sol começava a nascer, e seus primeiros raios atravessavam a janela, tingindo o quarto com tons dourados. Você estava ali, deitada, com o corpo envolto pela luz suave da manhã, e parecia que o próprio amanhecer havia escolhido repousar em você. O silêncio era cúmplice, e o tempo parecia suspenso, como se o mundo inteiro tivesse parado apenas para nos observar.

Me aproximei devagar, sentindo o coração acelerar, e toquei sua pele iluminada pela claridade. O calor do sol se misturava ao calor da nossa paixão, e logo nossos corpos se encontraram em um abraço urgente. Fizemos amor com intensidade e ternura, completamente entregues, como se o universo inteiro tivesse desaparecido. Cada gesto era marcado pela força da nossa união, cada carícia era eternidade gravada em nós.

Você gemia baixo, e o som se misturava ao canto distante dos pássaros que anunciavam o dia. O prazer vinha em ondas, e nossos corpos se entrelaçavam em perfeita sintonia, como se estivéssemos destinados a nunca conhecer limites. O suor escorria, e a luz dourada refletia em nossos olhos, criando uma atmosfera de plenitude.

O clímax chegou como explosão silenciosa, nos deixando exaustos e saciados, mas ainda unidos pelo calor da nossa paixão. Permanecemos abraçados, respirando ofegantes, sentindo o peso da entrega que havia nos tomado. Você sorriu com ternura e disse que adorava quando o amanhecer nos encontrava assim, unidos e inteiros. E eu soube, naquele instante, que a luz do sol havia se transformado em testemunha da nossa eternidade.

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