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O celular vibrou uma única vez sobre a mesa. Não foi insistente, não foi urgente. Foi só um lembrete discreto de que algo — ou alguém — ainda existia do outro lado. Ela olhou de relance, como quem já sabia o que encontraria ali, e virou o rosto de volta para a janela.
A notificação permaneceu acesa por alguns segundos, como se tivesse fôlego próprio. Depois apagou. Mas a mensagem continuava ali, intacta, esperando uma resposta que talvez nunca viesse.
Ela não abriu.
Não era falta de tempo. Não era distração. Era escolha.
Houve um tempo em que qualquer sinal vindo dele acelerava seu coração. As palavras, mesmo simples, tinham peso, tinham cor, tinham um tipo de presença que ocupava o dia inteiro. Agora, o silêncio entre eles parecia mais cheio do que qualquer conversa.
Responder significaria reconhecer. E reconhecer abriria portas que ela vinha tentando manter fechadas — não por orgulho, mas por sobrevivência.
Porque havia coisas ali que nunca foram ditas. E talvez fosse justamente isso que tornava tudo tão pesado.
Ela sabia o conteúdo antes mesmo de ler. Não exatamente as palavras, mas a intenção. Um “oi” tardio, uma tentativa morna de aproximação, talvez uma lembrança solta jogada como isca emocional. Nada direto, nada claro. Como sempre.
E foi isso que a fez não responder.
Não era sobre a mensagem em si. Era sobre tudo o que vinha junto com ela.
As conversas interrompidas.
As dúvidas nunca esclarecidas.
As vezes em que ela esperou mais do que recebeu.
Ignorar aquela mensagem não era um ato de frieza. Era um gesto silencioso de alguém que finalmente entendeu que nem tudo precisa de resposta para ter significado.
Ela respirou fundo, apoiando a testa no vidro da janela. Lá fora, a vida seguia com uma leveza que contrastava com o turbilhão interno que ela tentava acalmar. Pessoas caminhavam, carros passavam, o mundo não parava por mensagens não respondidas.
E, de certa forma, aquilo era reconfortante.
O celular vibrou novamente.
Ela fechou os olhos por um instante. Poderia olhar. Poderia ceder. Poderia entrar naquele ciclo mais uma vez. Mas não.
Dessa vez, ela escolheu o silêncio.
E pela primeira vez em muito tempo, o silêncio não doeu. Ele acolheu.
Porque algumas respostas não são dadas com palavras. São dadas com ausência.
E, naquele momento, não responder foi a forma mais honesta que ela encontrou de finalmente dizer algo.
“As informações apresentadas neste site têm caráter estritamente informativo, com o propósito de ampliar o conhecimento sobre uma variedade de temas, incluindo saúde e alimentação. Os dados nutricionais e as declarações contidas aqui são voltados para fins educativos e de pesquisa, sempre com embasamento em fontes especializadas em cada área. No entanto, essas informações não substituem a orientação direta de profissionais de saúde ou nutricionistas. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua saúde ou alimentação, recomendamos que consulte um médico ou nutricionista qualificado.”
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