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Era uma noite tranquila. O dia já havia terminado dos dois lados, e a conversa seguia leve, sem assunto definido. As mensagens iam e vinham com a serenidade de quem já não sente necessidade de preencher todos os espaços.
Depois de alguns minutos falando sobre o cotidiano, Robledo escreveu:
“Você já percebeu que quase nunca conversamos sobre o futuro?”
Vera Lúcia demorou um pouco para responder.
“Já percebi. Acho que nunca sentimos necessidade.”
Ele sorriu ao ler aquelas palavras.
“Talvez porque o nosso amor nunca tenha vivido de planos. Ele sempre viveu de presença.”
Ela permaneceu alguns instantes em silêncio.
Quando respondeu, suas palavras chegaram com a delicadeza de sempre.
“Eu gosto de imaginar o amanhã. Mas não gosto de aprisioná-lo.”
Robledo leu a frase mais de uma vez.
Ela traduzia exatamente o que ele também sentia, embora nunca tivesse conseguido explicar.
Escreveu então:
“Também imagino. Imagino dias tranquilos. Conversas que ainda teremos. Mensagens que ainda escreveremos. Áudios que ainda ouviremos. Mas não preciso transformar isso em promessa.”
Vera respondeu quase imediatamente.
“Porque algumas coisas ficam mais bonitas quando permanecem como possibilidades.”
Ele concordou.
Durante muito tempo acreditou que amar significava construir um roteiro para o futuro, prever caminhos, estabelecer datas e transformar desejos em compromissos rígidos.
Agora entendia diferente.
O amanhã não precisava ser controlado para ser esperado.
O amor podia caminhar sem exigir certezas.
Podia abrir espaço para o inesperado sem perder a direção.
Robledo escreveu mais uma mensagem.
“Se o futuro nos oferecer novos capítulos, eu os receberei com gratidão. Se ele apenas nos permitir continuar escrevendo como fazemos hoje, também estarei feliz.”
Vera respondeu com poucas palavras.
“É exatamente assim que eu sinto.”
Naquele instante, nenhum dos dois fez promessas.
Não disseram “para sempre”.
Não juraram acontecimentos.
Não criaram expectativas que o tempo pudesse cobrar.
Fizeram algo muito mais difícil.
Escolheram confiar no caminho, sem tentar desenhá-lo inteiro.
A conversa terminou como tantas outras.
Com um simples desejo de boa noite.
Mas, naquela noite, ambos compreenderam que o futuro não precisa ser previsto para inspirar esperança.
Basta permanecer aberto.
Porque o amor amadurecido não tenta dominar o amanhã.
Ele apenas caminha em sua direção, um dia de cada vez, levando consigo a certeza de que algumas histórias não sobrevivem por causa das promessas que fazem, mas pela verdade com que continuam sendo escritas.
“As informações apresentadas neste site têm caráter estritamente informativo, com o propósito de ampliar o conhecimento sobre uma variedade de temas, incluindo saúde e alimentação. Os dados nutricionais e as declarações contidas aqui são voltados para fins educativos e de pesquisa, sempre com embasamento em fontes especializadas em cada área. No entanto, essas informações não substituem a orientação direta de profissionais de saúde ou nutricionistas. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua saúde ou alimentação, recomendamos que consulte um médico ou nutricionista qualificado.”
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