O Corpo como Altar – Capítulo 26

Cada beijo meu é oração ao teu ser. Não nasce do impulso, nasce do reconhecimento

O Corpo como Altar

Cada gesto é devoção, cada beijo é oferenda.

Há um modo de presença que transforma o corpo em espaço sagrado. Não pela forma, mas pela intenção. Quando me aproximo de ti assim, nada em mim é distraído. Tudo se orienta para o cuidado, para o respeito, para uma espécie de reverência silenciosa.

Teu corpo não é território a ser tomado. É lugar a ser honrado. Cada gesto meu se torna consciente, medido, atento. Não há pressa quando há significado. Não há excesso quando há entrega.

Os beijos deixam de ser apenas contato. Tornam-se linguagem. Pequenas oferendas de presença, de atenção, de vontade. Cada um carrega algo que não se vê, mas se sente. Algo que não se explica, mas permanece.

Há uma delicadeza firme nisso tudo. Uma devoção que não enfraquece o desejo, mas o eleva. Como se o querer deixasse de ser impulso e se tornasse escolha contínua. Estar ali é decisão repetida em cada instante.

Quando o corpo é tratado como altar, o encontro muda. O toque ganha sentido, o silêncio ganha profundidade, o momento ganha permanência. E nada parece casual.

Porque há encontros que passam.
E há encontros que são vividos como rito.

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