Onde a Escrita Descansa

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Onde a Escrita Descansa

Este diário não foi escrito para explicar o amor.
  Foi escrito para habitá-lo.

Cada capítulo nasceu do silêncio entre dois gestos,
  daquilo que não pede plateia,
  nem precisa ser entendido —
  apenas vivido.

Aqui, o amor não foi pressa,
  foi permanência.
  Não foi excesso,
  foi devoção.

Se estas palavras chegaram até você,
  que não sejam lidas com os olhos apressados,
  mas com o coração disposto
  a reconhecer o que permanece mesmo quando tudo muda.

Este diário se encerra,
  mas o que o originou continua.
  Porque o amor verdadeiro
  não termina —
  ele aprende a descansar.

E é neste descanso
  que a escrita se cala,
  não por falta do que dizer,
  mas porque o essencial
  já foi dito em silêncio.

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