Sob o céu infinito – Capítulo 28

Chuva, vinho e pele. Era fim de tarde em São Paulo. A chuva batia suave contra os vidros da sala, como se quisesse nos embalar num ritmo lento

📖 Sob o céu infinito – Diário Secreto Para Vera

A noite estava clara, e o céu se estendia sobre nós como um manto de estrelas. O lugar era isolado, silencioso, apenas o som distante da natureza nos acompanhava. Você se deitou sobre a manta estendida no chão, com os olhos brilhando e o corpo iluminado pela luz suave da lua. O cenário era perfeito, como se o universo inteiro tivesse conspirado para aquele momento.

Me aproximei devagar, sentindo o frescor da noite e o calor do seu corpo. O silêncio ao redor tornava cada gesto mais intenso, cada respiração mais audível, cada toque mais profundo. Nossos lábios se encontraram em um beijo lento, carregado de paixão, e o mundo desapareceu. Só havia nós dois e o céu infinito como testemunha.

Deitei sobre você, e minhas mãos exploraram sua pele com reverência. O contraste entre o frio da noite e o calor dos nossos corpos criava uma sensação única. Fizemos amor sem pressa, com intensidade contida, como se estivéssemos descobrindo um segredo antigo. Seus gemidos se misturavam ao som suave da brisa, e cada movimento nos aproximava ainda mais do limite.

O prazer crescia devagar, alimentado pela conexão que ia além do corpo. Quando finalmente chegamos ao clímax, foi como se as estrelas brilhassem ainda mais forte, celebrando nossa entrega. Ficamos ali, abraçados, olhando para o céu, e você sorriu com ternura. Disse que nunca mais veria as estrelas sem lembrar daquela noite. E eu soube, naquele instante, que o universo havia se transformado em cúmplice do nosso desejo.

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